Trump pode ficar com o Nobel, diz presidente sul-coreano Moon Jae-in – 30/04/2018 – Mundo

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O presidente sul-coreano Moon Jae-in minimizou nesta segunda-feira (30) suas chances de receber o prêmio Nobel da Paz após a histórica reunião com o líder norte-coreano Kim Jong-un, dizendo que o presidente americano Donald Trump poderia recebê-lo em seu lugar.

“O presidente Trump pode receber o prêmio Nobel. Tudo o que precisamos é de paz”, respondeu o presidente sul-coreano à viúva de um de seus antecessores, Kim Dae-jung, que enviou-lhe uma mensagem de parabéns e lhe desejou o prêmio Nobel.

O próprio Kim Dae-jung foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz em 2000 por seu papel na primeira cúpula intercoreana com o norte-coreano Kim Jong-il.

A cúpula de sexta-feira entre Moon e Kim foi saudada como um grande passo para aliviar as tensões na península coreana, especialmente antes da cúpula prevista entre o líder norte-coreano e o presidente dos Estados Unidos.

A escalada verbal em 2017 entre Washington e Pyongyang causou temores de um novo conflito na península, que foi devastada na Guerra da Coreia (1950-53).

O aquecimento atual, iniciado durante as Olimpíadas de Inverno na Coreia do Sul e que culminou na cúpula de sexta-feira (27), aumentou as esperanças de uma distensão inimaginável ​​há apenas alguns meses.

​Trump se prepara para se encontrar com Kim, em uma reunião que deve ocorrer dentro de três a quatro semanas. Esse encontro foi o principal assunto de uma conversa privada entre Kim e Moon durante uma breve caminhada na fronteira entre as duas Coreias na semana passada, segundo a autoridade sul-coreana.

Em um aparição pública no sábado (28) em Michigan, Donald Trump falou de um acordo nuclear com o regime de Pyongyang, sorrindo e acenando enquanto seus partidários entoavam “Nobel! Nobel!”

Moon, cuja humildade conquistou os eleitores sul-coreanos, procura ser um mediador entre  Kim e Trump.

A casa de apostas britânica Coral aponta Kim e Moon como favoritos para o próximo Nobel da Paz, concedido em outubro, seguido por Trump e pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.